Meu primeiro e último amor

- Queria saber o que tanto você escreve nesse diário Renata.. 
- Hm, você nunca saberá, muahaha 
- Pelo menos me dê dicas, você fala de mim? 
- É claro que falo de você Daniel. 
- Bem ou mal? 
- Os dois - Renata me olhou com aquela carinha de menina levada que eu tanto adoro e fez um biquinho de criança. 
- Eu te amo sabia? 
- Sim, eu sei, mas eu te amo mais. 
- Não sabe a intensidade do meu amor, não é apenas uma coisa colegial, é um amor forte, maduro e verdadeiro. - seus olhos se encheram de lágrimas. 
- Eu também meu amor, te amo mais do que qualquer coisa. 
- Renata...- droga, essa não é a hora de ficar nervoso - Re-Renata, casa comigo? 
- É claro que sim meu amor, não podia me deixar mais feliz. 
Os dias foram passando, Renata e Daniel faziam planos para o grande dia que seria em menos de 3 meses. 
Renata combinou de se encontrar com Daniel num restaurante depois de provar os vestidos de noiva na loja. 
Naquele dia Renata não estava tão animada como o de costume, mas preferiu guardar seus sentimentos confusos consigo mesmo. Mas seus sentimentos não estavam confusos em relação ao casamento, era uma sensação estranha, daquelas que fazem a gente preferir ficar em casa, mas o mundo não podia parar por causa de uma sensação ruim, então Renata fez tudo como o combinado e no final do dia foi encontrar Daniel para conversarem do dia que tiveram. 
- Como foi seu dia amor? - perguntou Daniel logo que Renata chegou no restaurante. 
- Daniel, eu fiquei pensando o dia todo numa coisa e queria te falar. 
- Claro amor, o que você andou pensando? 
- Lembra que te disse que só queria transar quando nos casássemos? 
- Sim amor, lembro, mas o que.. 
- Eu sou idiota, casamento é só um papel, o amor que sinto por você está aqui comigo sempre, e eu quero ser sua. 
- Mas se esperamos até aqui Renata, tem certeza que quer voltar atrás? 
- É uma decisão que devia ter tomado a muito tempo, quero ser sua, apenas e completamente sua, hoje. 
Quando a noite chegava ao fim, Renata e Daniel caminhavam para casa, para consumar seu amor. 
A rua estava deserta e os dois pombinhos exalavam felicidade enquanto caminhavam. 
- Daniel, escutou isso? 
- O que? 
- Esses passos que diminuem quando nós andamos mais devagar. 
Daniel e Renata se viraram para olhar e haviam 2 homens encapuzados atrás deles, não ficou dificil imaginar o que iria acontecer, eles seriam assaltados. Renata começou a chorar antes mesmo dos dois homens anunciarem o assalto e mostrarem as armas que carregavam consigo. 
Daniel num gesto protetor, colocou-se na frente de Renata e segurou sua mão; Enquanto isso um dos homens se aproximou de Renata e começou a olhá-la com olhos maliciosos, Daniel logo percebeu a inteção do homem e o confrontou; Os dois começaram uma luta corporal enquanto Renata se desesperava mais e mais. A arma do homem que lutava com Daniel caiu bem longe dos dois, o que aliviou Renata até ela perceber que o outro homem também armado apontava a arma para Daniel, não havia tempo para pensar, apenas em salvar sua vida, mas sua vida era na verdade aquele que estava lutando no chão, sim, aquela era a vida que Renata não podia ficar sem, e sem nem ao menos pensar Renata se jogou em cima dos homens quando o outro homem atirou duas vezes contra seu peito. Os dois homens sairam correndo e Daniel ficou ali segurando Renata até a polícia chegar; A vida de Daniel nunca mais foi a mesma. Uns dias depois Daniel foi até o antigo quarto de Renata olhar suas coisas e viu o diário dela em cima da cama, ficou receoso de abrir, mas aquilo era a única coisa que sobrou de Renata. Abriu no último dia em que Renata ainda estava viva e leu : 
Daniel, independente do que aconteça um dia, saiba que quero que seja feliz, pois estarei sempre cuidando de você, meu primeiro e último amor.


Classificação : CONTO
postado por : Pâmela Sampaio
escrito por : Sabrina
data : 16/04/2011
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